...pensamentos, meditações, esboços e outros apontamentos de um pastor!

23
Set 08

Sempre se realizaram cerimónias de casamento em Igrejas Evangélicas. Antes da entrada em vigor da Lei da Liberdade Religiosa, os casamentos religiosos das Igrejas Evangélicas e demais religiões e credos (com excepção de um único grupo eclesial em Portugal), não eram reconhecidos pelo Estado Português.

No meu próprio entendimento, a responsabilidade de uma igreja é apenas a de invocar a bênção divina para um homem e uma mulher que decidem constituir família e o "contrato" propriamente dito, é responsabilidade do Estado e apenas por ele deverá ser celebrado. Mas também entendo que a distinção de um grupo eclesial em detrimento de outros, constituia uma descarada discriminação. Na verdade, os crentes de todas as outras religiões que não a Católica, ao longo de séculos, sempre experimentaram na "sua pele", por parte do Estado Português, a discriminação e, em certas ocasiões, a perseguição.

A Lei da Liberdade Religiosa vem criar alguma "igualdade" no tratamento das várias religiões. Actualmente, na questão dos casamentos, para além do Casamento Civil e do Casamento Católico (continuando a haver uma diferença devido à existência da Concordata), também existe o Casamento Civil Sob Forma Religiosa para todas as Igrejas/Comunidades Religiosas reconhecidas como Radicadas em Portugal.

No dia 13 de Setembro de 2008 tive o privilégio de Celebrar o Casamento entre dois jovens, o Guido e a Marta, que pela primeira vez foi Civil sob Forma Religiosa. Sem dúvida alguma, foi um marco na história da Igreja Evangélica Baptista de Alfandanga e de todas as Igrejas do Algarve.  Não foi o primeiro Casamento Civil Sob Forma Religiosa a ser realizado em Portugal (não tendo a certeza, creio que foi o primeiro no Algarve), mas uma coisa eu sei: foi mais um passo importante a ser dado no nosso país, na "luta" que as Igrejas Evangélicas (e não só), têm travado para que o Estado Português (que nós defendemos a sua total separação com qualquer Igreja) reconheça que existem Igrejas Portuguesas e não apenas uma Igreja Portuguesa.

Pr. Jaime Fernandes - pechanense às 11:17

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